Missão teste Austin para zeus

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Missão teste Austin para zeus

Mensagem por Atena em Qui 05 Set 2013, 22:06

Uma grande réplica do labirinto de Dédalo fora feito pelo grande Deus da forja, mas toda criação tem algo que deu errado, no caso de Hefesto, ele deixou alguns itens dentro do labirinto. Há quatro salas principais no labirinto, Norte, sul, este e oeste. Cada item está em uma dessas salas. No centro do labirinto encontrasse a única saída do mesmo, e lá é onde você encontrará Hefesto e deverá entregar os itens esquecidos. Não se esqueça, No labirinto há monstros e muitas armadilhas, devera enfrentar no mínimo 3 de cada. Poderá levar duas pessoas[NPC's], mas só poderá chegar vivo uma pessoa. Para que não cometa erros: Você deve COMEÇAR dizendo como recebeu a missão e como chegou até o centro do Labirinto, depois disso pode começar sua missão.

Spoiler:

-Os itens esquecidos são Martelo de Forja,Frasco de fogo grego.Machado duplo leve.Mochila de prata voadora. você deve dizer como encontrou cada um deles.
-Você deve enfrentar pelo menos um monstro em cada sala sem esquecer das armadilhas que se encontra no labirinto. Caso não tenha ficado bem explicito no post acima.
-Finalize de acordo com sua criatividade.
- Você deve levar uma arma de ataque e uma de defesa.
-Você tem até 15/09/2013 para postar a missão.
-Boa sorte




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Re: Missão teste Austin para zeus

Mensagem por Austin M. Hainz em Sex 06 Set 2013, 16:28








Armas Hefestiais

Nada como relaxar rente ao lago, na tranquilidade e no silêncio do recinto, logo após a minha chegada ao acampamento. Precisava dar um tempo e começar a acreditar no mundo em que me rodeava. Sentia falta de minha mãe. Sentia falta do mundo normal. Sentia falta de minha casa, admito. Até mesmo daquele motoqueiro maluco que passava todo dia em minha casa, a cada trinta minutos. Ao concluir este pensamento, algo mudou em minha mochila. Ela ficou mais pesada em minhas costas, fazendo-me quase tombar para trás, ficando igual à uma tartaruga querendo se levantar. Mas, não quis saber o que era. Me levantei, pois ouvi algo chamando meu nome, e pelo tom de voz, parecia algo muito sério.

- Austin! Austin! - gritava alguém, e parecia uma garota.
- Estou aqui! - respondi também gritando, erguendo as mãos. Ao avistar a menina, percebi que não era normal. Pelo que eu tinha aprendido por aqui, era uma ninfa, ou uma dríade, não havia me acostumado muito bem. Ela se aproximou.
- Seguinte, Quíron quer que você o visite. Leve sua mochila, é algo, hã, sério... não sei do que se trata. Mas sei que é algo sério, ele nunca chama algum campista à Casa Grande sem que seja a espera de alguma missão.

A última palavra me fez o estômago vir à boca. Missão? Eu não tinha nem chegado ao acampamento direito, e já queriam me mandar embora dele, tecnicamente? Não gostavam de mim, com certeza. Mas não tive tempo de pensar mais nada. A ninfa/dríade segurou minha mão e me levou até a Casa Grande. Empurrei a porta, que rangeu (alguém precisava seriamente de óleo) e abriu-se. O lugar tinha algumas teias, nos cantos altos das paredes. Andei um pouco, o lugar era bastante iluminado, as luzes se seguiam em uma direção, até que eu encontrei Quíron e o deus do vinho maluco, Dionísio, jogando pinochle. Quando terminei de pensar, um cacho de uva foi jogado em mim.

- Seu nome é legal. Você é um pouco grandinho, mas tem nome de anão. Bem-vindo ao Acampamento, Atchim. E você precisa parar de insultar os deuses via pensamento. Eles sabem ler os seus. Cuidado. Hum, o centauro quer falar com você.
- Hã, sr. Dionísio... - tentei começar a falar.
- Me chame de sr. D, criança. - ele corrigiu.
- O.k. Sr. D... - revirei os olhos. - Meu nome é Austin.
- Tanto faz, tanto faz. Fale com o meu adversário.
- O.k. Quíron o que quer falar comigo? Soube que é algo importante. E era uma missão? Sobre o quê, afinal?
- Muitas perguntas e poucas soluções. Vou explicar melhor. - o velho centauro levantou-se da cadeira de rodas mágica, e lentamente seus pelos foram surgindo, seu lombo foi ''saindo'' da cadeira, até tomar a forma verdadeira de um centauro. - Hefesto tentou criar uma réplica do Labirinto de Dédalo, logo após que este morreu e seu labirinto se extinguiu. Conseguiu. Mas deixou algumas armas livres, e qualquer um que aparecer, seja do bem ou do mal, pode pegar essas armas, que tem nível divino, comparada à um item meio-sangue. Mas, então, quero lhe enviar à essa missão. Gosto de testar o nível de nossos campistas. E para não ficar triste, lhe permitirei levar duas pessoas junto a você. Chame-as e você conseguirá permissão de Argos para a missão. Já conversei com ele, e só irá embora do acampamento com a companhia de duas pessoas. Entendido?

Minha mente estava um pouco conturbada com aquilo tudo, mas mesmo assim entendi tudo o que ele queria de mim. Não que era exigir demais, mas era que... eu não tinha tido nenhum treinamento ou algo do tipo. Eu torcia seriamente para que eu não fracassasse.

- Entendi tudo. Irei chamar dois companheiros. Terei visita ao Oráculo?
- Não, não haverá profecia, o segundo Labirinto é um caso isolado. - disse Quíron.
- Ufa, ainda bem. Obrigado. Que os deuses estejam com vocês neste jogo de pinochle. - pedi.
- E que os deuses estejam com você nesta missão, Austin. Desejo sorte. - agradeceu o centauro Quíron.

                                                     [...]

Estava por aí, zanzando pelo acampamento pensando em quem eu poderia levar. Já havia feito amizade com quatro pessoas no chalé de Hermes, dos indefinidos. Mas levar duas? Era muito difícil escolher. Um tempo depois raciocinando bastante, cheguei a conclusão de que deveria levar meus dois melhores amigos. Todos nós arriscaríamos pela vida de um do outro, e apesar de ser bastante idiota essa ideia, era muito eficiente. Corri, chegando a Arena, encontrei Kate e Louis, uma garota morena com olhos verdes, pouco mais baixa que eu, era um ano mais velha. Tinha 18, poderia estar na faculdade a esta hora. E Louis, que era um garoto de cabelo loiro, como o meu, e liso. Seus olhos eram de um azul cintilante. Aquilo faria qualquer garota se apaixonar de imediato por ele. Uma ponta de arrependimento veio a meu peito. E se eles morressem? E se quando eu voltasse, seus amigos me culpassem? Não havia escolha, era a minha decisão. Não havia mais mudança enquanto eu não quisesse.

- Seguinte, galera, amanhã tenho uma coisa pra vocês. Quíron me mandou a uma missão, e eu tenho que partir ao amanhecer, e fui obrigado a levar duas pessoas. Eu... - interrompi-me, sabendo que eles saberiam o que dizer.
- Sim, nós aceitamos. - disse Louis e Kate em uníssono.
- Ótimo. Arrumem logo suas coisas. Amanhã, como moramos no mesmo chalé, eu acordarei vocês bem cedinho. Combinado? - pedi-lhes.
- Combinado. - disse Kate, sorrindo.
- Combinado. - repetiu Louis, alongando seus ombros. - Amanhã teremos bastante monstros para bater.
Dei uma leve risada e me despedi deles. Realmente, amanhã enfrentaríamos bastante monstros. 

                                                         [...]

Era hora da verdade. Ou, da fogueira, como preferir chamar. Os campistas normais receberiam suas mensagens em cima da cabeça, indicando quem era seu pai ou mãe divino. Enquanto isso, eu, Kate e Louis ficaríamos esperando ainda mais. Alguns minutos depois das indicações, várias pessoas comemoravam e batiam palmas alegres por finalmente conhecerem seus progenitores. De repente, o peso de meu corpo mudou. Não, aquilo não podia ser verdade. Simplesmente não podia. Os símbolos rodopiavam sobre suas cabeças. Eles foram reclamados. Kate. Louis. Ela, filha de Hermes. Ele, filho de Afrodite. Meio que era óbvio, já que ele era lindo, de acordo com as garotas do acampamento. Não consegui segurar o berro.

- Nããão! - gritei, e todos do acampamento, até Dionísio, ou mesmo o Oráculo de Delfos, olhou pra mim.

Acordei. O suor respingava pelo meu queixo. Me levantei, e Kate e Louis estavam em seus respectivos beliches, tendo de dividir uma cama, já que o chalé estava exageradamente lotado. Foi tudo um sonho. Eles ainda eram indeterminados. Assim como eu. Não senti a mínima vontade de invadir um chalé alheio para acordar meus amigos. Era de madrugada. Olhei o despertador geral do chalé e ele marcava 4:00 AM, ou, quatro horas da manhã. Eu ainda tinha uma hora e meia de sono, porém não consegui dormir. Levantei-me lentamente, mas não enxerguei os limites da cama, e caí em cima de alguém que não vi.

- Ai! - gritou ele, e o chalé inteiro acordou. Sinceramente, eu estava encrencado.
- Poxa, cara, para de me empurrar da cama! - fingi eu que fui jogado do beliche.
- Se não for dormir, cai fora! - disse alguém do outro lado do quarto.
- Bom, eu não quero ser empurrado de novo, então eu tô caindo fora! Boa madrugada pra vocês. - e foi assim que vários aviõezinhos de papel foram arremessados em minha cabeça. Até que o quarto dos filhos de Hermes não era tão ruim quanto o dos indefinidos. Lá tinha TV. E o que eu queria: silêncio e calmaria. E pouca gente. E muitas camas.

Fiquei rondando pelo acampamento ouvindo os ruídos de cada chalé. Os roncos das crias de Ares deviam incomodar os filhos do deus da música Apolo, pois de longe eu os conseguia ouvir. Coitados. Dei até uma risada ao pensar isso. E imaginei Apolo com mais uma mulher. Deus dos solteiros? Só ele mesmo.

Sentei-me sob as folhas de uma alta árvore, para pensar um pouco na missão que Quíron me dera. Talvez não voltássemos vivos. Mas apaguei esse pensamento da cabeça. Não era hora para arrependimentos, e sim para acreditar que nós três sairíamos ilesos. Meus olhos foram se fechando lentamente, até eu sentir que dormir era a única opção a aceitar.

Acordei com galopes. Em minha frente.

- Bonito, hein? Está um pouco atrasado. Deve sair daqui a dez minutos, e precisa se trocar. Esse pijama não cai bem em você. - disse o centauro treinador de herois.

Pijama. Aquelas palavras bombearam minha mente. Nem me dei conta de que saí do chalé com pijama e tudo. Torci para que não houvesse câmeras por onde eu passei. Corri para o chalé, e não tinha mais ninguém lá, além de um garoto que eu não me interessei em reconhecer. Provavelmente, um filho de Hipnos.

Kate e Louis batiam o pé, impacientes e nervosos. Dei um sorrisinho, apesar da situação ser crítica. Na minha mochila, carregava a adaga misteriosa que eu não sabia de quem era, e uma miniatura de Empire State que se transformava num escudo de bronze celestial. Infelizmente, era emprestado.

Nos despedimos de nossos queridos ''amigos'': os campistas que se interessaram em vir até aqui ou que foram obrigados por Quíron. Também estavam presentes o próprio centauro (Quíron), o nosso deus favorito que morava no acampamento (Dioniso) e alguns sátiros, entre eles aquele do avião.

Nos viramos e fomos para a floresta. Quíron murmurou algo em grego antigo, sinalizando para buscarmos um mapa na mão dele. Louis e eu nos viramos para pegar o mapa, mas Kate nos puxou para o outro lado.

- Não precisamos de mapa. A entrada fica daquele lado. - Kate apontou para um rumo, que para nós dois, garotos, era desconhecido e muito perigoso.
- Como sabe disso? - Louis perguntou.
- Não sei como sei. Apenas... sei.
- Bela explicação. - ironizei. Os dois me olharam furiosos e seguimos caminho, calados, sem fazer ruído algum, exceto o pisar das folhas, que se quebravam ao ser esmagadas por nós.

Ao andar muito, o Sol já estava muito quente. Já tínhamos andado quase dez quilômetros. Quando eu estava para desabar no chão, Kate exlamou:

- Achei, achei! - gritou, enquanto pulava loucamente.
- Muito bem, senhorita GPS humano. Que tal entrarmos? - disse eu.
- É uma boa ideia. Tomara que voltemos com diamantes e outras pedras valiosas. Vou ser lindo e vangloriado por muita gente. E invejado. - gabou-se Louis.

Entramos no Labirinto assim que Kate tocou no sinal de delta - mortais chamariam de triângulo de alguma coisa - e a porta se abriu. Era como uma caverna. Só que menor, e ainda mais escura. Pelo menos, não tínhamos ursos malucos que corriam atrás de gente. Andamos novamente, e o clima do ambiente era frio e úmido. Não entendi o porquê de ser frio. Era fechado, e pequeno. Deveríamos estar suando, mas estávamos tremendo de frio. Andando naquele corredor estreito, encontramos uma luz. Dava a uma sala principal, da qual haviam quatro túneis: um leste, outro oeste, um sul e o outro norte.

- E aí, GPS, aonde vamos? - disse Louis, entrando na brincadeira.
- Não sou um cão-guia, sou uma colega. Calem a boca, os dois.
- Pensei que GPS falasse apenas ''vire a esquerda'', ''vire a direita'' e ''rumo alterado. Calculando nova rota...''. - eu disse, brincando.
- Eu disse pra calarem a boca. Se não eu vou embora.
- Não, por favor, fica, GPS! - disse Louis. Kate deu dois passos para trás e foi o preciso para ela cair na escuridão em nossa volta. Não havíamos percebido que em volta de nós tinha uma queda imensa que mal podíamos ver o fundo. Kate estava além de nossa vista. Perdemos um membro em nossa missão. E além disso, perdemos nossa melhor amiga.

                         [...]

Depois de ficarmos desabando em lágrimas por uns dez minutos, nos levantamos e pensamos em qual sala entrar primeiro. De acordo com o centauro, haviam quatro objetos a ser pegos. Eu só não lembrava quais. Ouvimos cada som vindo de cada sala. Na sala Norte, podíamos ouvir um grito muito grosso seguido de um tremor no chão, que balançava tudo perto dali, inclusive nós dois. Na sala Oeste, podíamos ver uma chama verde exalando um mau cheiro horrível. Já na sala Leste, ouvimos um som frequente: o ZIUM!, como se uma guilhotina fosse acionada uma vez a cada vinte segundos. E por último, a sala Sul. Gritos alegres vinham de lá, como IUHU! e UHU!, como se alguém estivesse gostando do que fizesse.

- Que tal entrar na sala Feliz? - implorou Louis.
- Não temos outra sugestão melhor. - concordei, entrando na sala, retirando minha adaga do bolso e a miniatura do Empire State do bolso da camisa. Ativei o mini-prédio, que imediatamente se transformou num escudo. - Bem, vamos lá.

Entramos na primeira sala e recebi um chute no rosto. Já estava cansado de receber pontapés no rosto. Eu caí no precipício, porém uma mão me segurou.

- Devo minha vida a você, cara. - sorri e me impulsionei para cima. - Valeu mesmo, Louis.
- De nada. Você é meu melhor amigo agora. Me ajudará bastante na recuperação quanto a Kate... - perdeu-se ele nos pensamentos.
- Ah, relaxa. Tem muitas garotas legais que gostam de você... - animei-o.
- Por causa da beleza, Austin. - discordou o Louis. -  Não é amizade. É amor. Por exemplo, a Kate nunca deu em cima de mim. Eu não posso nem dar oi para outra menina que elas já dão cantadas pra mim. É estranho, nem sei se superarei...
- Não, vai superar sim! Não são todas as garotas que querem seu coração, Louis! Nem todo mundo ama você! As vezes, as garotas querem amizade com um garoto! É óbvio que existe alguém como a Kate, que goste de você como um amigo! Confie em mim, acredite! - discursei.

Nesse momento, ele foi me abraçar, mas um pé surgiu no peito de Louis, empurrando-o para a escuridão. Meu peito inflou-se, mas não de ar. De raiva. Corri para perto do sujeito, mas ele empurrou-me para trás. Me segurei num pedaço de madeira.

- Socorro, não sei como se controla isso! - disse ele, pedindo por socorro.
- Ah, vai se... - me censurei. - Não vai me enganar, seu idiota!
- Por favor, acredita em mim!
- Depois de matar meus dois amigos? - cerrei os punhos. - Nem em sonhos! - corri em sua direção, cravando minha adaga em seu peito, que não estava muito longe de meu alcance. - Idiota, queime no Infern... Tártaro! - se transformando em pó, peguei a mochila e dividi meus ombros: um pra cada mochila. Saí da sala, que ao momento em que pisei para fora, ela se fundiu ao vento, transformando-se em poeira e indo embora. Agora eu tinha três escolhas: um cara que provocava terremotos, um fogo que cheirava mal e uma guilhotina maluca. Sem pensar, o fogo. Abri a minha nova mochila: máscara de gás e uma roupa onde estava escrito: anti-fogo-grego. Que ótimo! Eu realmente precisava daquilo, sem ironias.

Pus a máscara de gás e pus o uniforme, entrando na sala. Eu não conseguia enxergar direito por causa dos óculos que me davam uma visão péssima do ambiente, mas consegui ver um cara atirando um fogo verde pra todo o canto, e ele tinha uma aparência de porco, ou seja, sua resistência contra fogo parecia ser ótima, mas o olfato era horrível. Fui andando vagarosamente até o campo de visão nulo do porco e fiz um ''x'' em suas costas.

- Hasta la vista, baby! Digo, porco! - gritei, enquanto fazia um corte profundo no ponto de encontro entre as duas retas. O porco-gente se desintegrou, e o frasco de vidro caiu no chão. Estilhaços se separaram, cortando tudo e... não. O frasco era de plástico. Ufa, poupei tempo. Joguei o fogo na mochila e saí da sala, que também desapareceu... achei estranho novamente. Dei de ombros e concentrei meus pensamentos nos dois salões restantes. Um tinha aquele cara que provocava terremotos o tempo inteiro - e eu tinha certeza que não era Poseidon - e um sujeito que usava algo que tinha som de guilhotina, e usava a arma - eu já desconfiava de que era uma lâmina, só não sabia que tipo: espada, faca, adaga)-, da qual decidi enfrentar primeiro. Acho que seria mais útil lutar contra aquele cara do terremoto com uma lâmina do que usar nada. (o.k., eu achava que o sujeito dos BUM!'s provocava aquele fenômeno naturalmente. Não achava que ele procava terremotos com uma arma ou que usasse um objeto para bater no chão e fazer aquele estrondo) Entrei na sala. Mas um pensamentos bastante interessante me fez recuar.
Lembrei-me de que aquele Labirinto fora criado e construído por Hefesto, e as armas dele que estavam lá, o que significava que cada arma estaria numa sala. Ou seja, aquilo que o tio-da-arma-do-terremoto usava era apenas um martelo. Talvez comum. Ou para forjar. Ou... para os dois. Então voltei à primeira sala, a do maluco martelador. Tive uma grande surpresa mitológica.
Centímanos.
Seres com cem braços e cem mãos, prontos para arremessar tudo o que vier pela a frente. Se você tem um daqueles em suas ordens, você vira um invencível da vida. Nada poderia lhe deter, um centímano é, literalmente, uma máquina de guerra. Uma catapulta viva. Ele arremessava o martelo de uma mão para outra, e ao passar por seis delas, jogava o objeto com toda a força possível. Imagine duzentos bíceps arremessando um martelo de dois quilos no chão. Racharia. Mas não rachou, nem aconteceu nada. Estranho, não? Bem-vindo ao meu universo. Fiquei parado perto da entrada, esperando que a criatura me visse. Assim que a mesma olhou para mim, meu corpo congelou e meu braço arrepiou-se. Tremi de medo. Seus cem braços viraram-se para mim.
- Olha, não quero te machucar. - observei. - Só quero... esse martelo de volta. Ele é, de, hã... um amigo meu. Seria bem gentil se devolvesse. Hefes... digo, meu amigo ficaria bastante grato. - pedi-lhe que devolvesse o martelo, porém este permaneceu na mão do centímano, que me deu um tapa - ou melhor, quarenta e nove deles - e eu voei como um boneco de pano até a entrada do lugar. Tive muita sorte de não cair no precipício. Isso atingiu como uma bala no coração. Lembrei de meus amigos e meus olhos encheram-se de lágrimas.
Seja forte, pensei. Termine essa missão. Pelo seus amigos. Vá!
Entrei na sala. Lembrei de um velho truque num jogo que meus colegas escolares - pois é, eu frequentei a escola e conversava com pessoas - me ensinaram, não havia falha.
- Ei, carinha. - chamei. Bem formal. - Te proponho um desafio. Vamos jogar pedra, papel ou tesoura. Quem ganhar, fica com o martelo. Combinado?
Ele balançou a cabeça em sinal de concordância. Hora do plano entrar em ação. Era minha única chance, uma luta com aquilo não me daria chance alguma.
- Um, dois, três, e vai! - ele mostrou pedra. Eu mostrei uma espada. - Sinto muito, cara. Espada ganha de pedra. Agora me dê o martelo. - sorri e estendi a mão. Ele me deu outro tapa. O que ele entendia de acordos? Aparentemente, nada.
Ao me levantar e voltar a consciência, fui atingido por uma coisa que nem consegui enxergar, de tão veloz que vinha em minha direção. Apaguei completamente, de novo.
Quando acordei, estava no mesmo lugar, porém desta vez com o martelo que eu queria ao meu lado. A sala já havia desaparecido, como todas as outras. A única restante era a da guilhotina/lâmina. Guardei na minha mochila nova o martelo, o qual não pesou muito. A mochila era de um tom cinza prateado, então basicamente acreditei que a mochila era de prata. E era de Hefesto, um presente para Ártemis. Bem provável. Saquei meu escudo e minha adaga e entrei na sala, já colocando o escudo frente ao meu rosto. Sorte, a lâmina quase acertava em cheio minha cabeça, a ponto de parti-la ao meio. Sem olhar nada, girei minha adaga na frente do escudo, tentando acertar alguma coisa. XLING! Parei para olhar. Era um lestrigão, um pouco maior que aquele homem do aeroporto. Talvez aquele ''homem'' fosse um parente distante do monstro que eu enfrentava agora. Era hora de lutar.
Distraí-o fazendo caretas e corri em direção a ele. Seu punho tentou socar minha cabeça, mas rolei por debaixo de suas pernas. Segurei em sua camisa e tentei escalar por suas costas, mas fui arremessado para trás, quando a criatura se inclinou para trás. Caí no chão, à beira do precipício. Tentei fazer um corte na altura do joelho do lestrigão, mas o mesmo segurou minha adaga e jogou para longe, lá no fundo. Era o meu fim. Me joguei para a direita, com o único impulso que eu tinha. O lestrigão apenas deu um passo para o lado, ficando frente-a-frente comigo. Era, com certeza, o final de Austin Meirlen Hainz. Era o final de tudo o que eu tinha construído. Era o final da vida. Mas, eu com certeza tinha com o que apelar.
Pai, se você... comecei a rezar, mas não tive tempo de prosseguir com a oração, mas o salão inteiro ruiu. Agora sim era hora de rezar. O lestrigão segurou com força minha mão.
Se ele vai cair, eu também irei., imaginei. Pai, se você pode me ouvir, me ajuda, me socorre, por favor. Posso... fazer o que você quiser se conseguir me tirar daqui. Por favor, peço tua ajuda para conseguir sair dessa caverna terrível. Meu sofrimento é terrível! Prefiro mil vezes estar à tua companhia, pai! Por favor, peço com todo o terror possível em meu rosto. Me ajuda!
Concluí meus pensamentos. Ainda com os olhos fechados, meu corpo tremia de medo em cair naquele precipício. Eu não conseguia me mexer, nem realizar qualquer movimento. E não era porque o monstro me segurava forte. Era medo, terror, pânico. Qualquer sentimento relativo ou semelhante à medo. Meus olhos se apertavam fortemente. Neste momento, um barulho terrível - ainda pior do que as marteladas - ecoou por todo o salão no exato momento em que o chão desabou. Fui arremessado para longe, e mais uma vez, perdi a minha consciência. Parei no centro do salão, com aquela lâmina que quase me matou mil vezes. As armadilhas fizeram sacrifícios ruins, como a morte de Kate, que não viu o buraco, e sacrifícios bons, como o lestrigão pisar no quadrado errado.
Ainda zonzo, me levantei. Lembrei-me daquele precipício, então me joguei no chão de novo. Fiquei sentado, até minha cabeça parar de rodar. Ainda havia uma sala, da qual podia-se ouvir marteladas. Eu iria jogar pedra, papel ou tesoura mais uma vez. E a história se repete. Com adaga e escudo nas mãos, mochila de prata para Ártemis nas costas, entrei no salão, que era o último. Encontrei um homem manco e feio (ênfase no feio) martelando, para construir alguma coisa que não identifiquei.
- Hmmm... bom trabalho. Obrigado por resgatar isso pra mim. Hipnos me fez alguma coisa, não consigo fazer nada. - disse o homem.
- Quem é você, exatamente? - perguntei, exatamente, provavelmente eu poderia ser incinerado, mas perguntar não matava, dependendo da situação.
- Ah, seu tonto. - insultou-me o manco. - Eu estou forjando, seu idiota! Quem você acha que sou? Íris?
- Hã, oi, Hefesto. - sorri, tirando a mochila das costas, e entregando-a para Hefesto, que a segurou e a fez desaparecer em sua mão. Olhei a ele, perplexo.
- Não vou jogar fora, admito. Vai ser útil, mais pra frente. O que realmente importa é que essas armas não estão nas mãos deles. - disse Hefesto, estalando os dedos. Um vulcão surgiu a meus pés e explodiu. Fui jogado a dezenas, centenas, milhares de metros. Acordei numa cama macia.
- Uhu, finalmente, em casa novamente! - comemorei. Mas tinha que estragarem tudo. Um sátiro entrou no chalé, que nem parecia um chalé. Estava vazio. Algumas luzes balançavam no teto, iluminando boa parte do lugar. Várias camas estavam distribuídas no recinto, e uma placa no final do lugar dizia ''Enfermaria'', porém em grego antigo, do qual reconheci prontamente.
Obrigado por tudo, pai. Devo minha vida à você. Sem ti, não conseguiria nada disso., agradeci a papai, e peguei a bebida que tinha um leve sabor de milkshake de chocolate. O tablete, no qual dei uma mordida pequena, tinha gosto de sorvete de baunilha. Me senti regenerado no mesmo instante. Levantei-me, espreguicei-me e deitei ali na cama, dormindo para melhorar ainda mais. Aqueles regeneradores não durariam para sempre. Eu tinha de construir minha própria energia.

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Re: Missão teste Austin para zeus

Mensagem por Atena em Seg 09 Set 2013, 09:31

Aprovado bem vindo ao novo mundo prole de Zeus.




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Re: Missão teste Austin para zeus

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