[FP] Margo Shooter Allgood

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[FP] Margo Shooter Allgood

Mensagem por Margo S. Allgood em Seg 21 Abr 2014, 17:29

Sexo:Feminino

Idade: 15 anos

Destreza: Direito

Características:
Positivas:Aparência Inofensiva, Noção do Perigo.
Negativas:Aura Má

Qual seu/sua pai/mãe divino/a? Hécate.

Quais as características físicas e de personalidade que lhe ligam a esta divindade?
Fria, rígida e extremamente calculista, a garota costuma se alternar entre três personalidades (da mesma forma que a mãe é descrita com três formas instáveis como a névoa), sem nunca saber quem realmente é. O incrível poder de manipulação, não só a névoa, mas também as pessoas, faz da garota uma pessoa instável, como as faces da mãe. A aparência, meio sombria, e seu hábito de negar afeto humano também a ligam com a mãe.

Por que você acha que de fato este/a deus/a é seu/sua pai/mãe divino/a?
Certo, certo, se você quer realmente saber, sim existe a magia. Só que não temos que usar varinhas, nem algo do tipo, saber magia é saber controlar as coisas ao seu redor, fazer as pessoas verem onde na verdade não existe. Manipula-las é algo realmente fácil, da mesma forma que é fácil manipular as pessoas. Como fazê-las acreditar que eu sou uma garotinha fofa e calma, nada perigosa. Fazer com que vejam onde na verdade não existe. E é por isso que eu acho que sou filha de Hécate, pela capacidade de manipulação.

História: (conte a história da sua vida até você cruzar as fronteiras do acampamento, sem estar ainda vivendo de fato com integração no mundo mítico. Qualquer ato/fato narrado dentro do acampamento ocasionará a desclassificação da história.).
A jovem garota apressou-se em sua corrida, ainda que todos os seus músculos protestassem contra o esforço repentino, ainda que a dor insuportável tivesse se infiltrado em seus ossos, ela não reduzia o seu passo. Muito pelo contrário, a garota só aumentava-o, mesmo sabendo que não aguentaria muito mais, afinal, não precisaria.
A chuva castigava seu corpo cansado desde sua partida do que um dia fora seu lar. Poucas partes de sua casa estavam livres do sangue, e o lugar que normalmente era tomados por gritos raivosos de seu pai se fora para sempre, afinal, todos que moravam naquela casa estavam mortos, exceto, é claro ela.
Porque ela os matara.
Fora realmente um massacre, refletia ela com amargor. Os pés afundavam na lama rasa cada vez que ela dava um passo, as mãos se prendiam com firmeza nos galhos das árvores, lhe impulsionando para frente como numa seta veloz.
De vez em quando, trechos da noite macabra da qual estava fugindo lhe vinham à mente, cujo as quais a garota comparava a facas afiadas penetrando a sua mente sem parar; doíam. Doíam como seus músculos fatigados pelo cansaço; doíam mais do que seus membros completamente cansados da corrida que lhe parecia sem fim. Talvez doessem mais.
A chuva fria que era sua única companhia desde a despedida de sua amada casa não mais lhe incomodava, na verdade parecia o complemento perfeito para o humor sombrio que lhe tomavam a alma amargurada.
Trincou os dentes, obrigando-se a continuar, concentrando-se em não se perder em meio ao lugar desconhecido. Apesar de saber exatamente o endereço da casa do amigo – que lhe entregara dizendo-lhe que deveria procura-lo para o que quisesse – nunca tivera um motivo real para ir a casa dele, mesmo sendo sua melhor amiga.
Lembrar-se dele trouxe um sorriso aos seus lábios. Desde que o conhecera, a garota se sentira realmente abençoada. Por anos vagara sozinha por tantas escolas que desistiu de contar, rogando a Deus ou a qualquer coisa que regesse o mundo para lhe mandar um amigo. Mesmo sabendo que nunca seria atendida, a garota gostava de rezar, toda noite, para alguém que ela não sabia se existia ou quem era. “Por favor, eu apenas quero alguém, qualquer um, para ser meu amigo” era o que costumava repetir, toda a noite, para a escuridão de seu quarto, se sentindo uma verdadeira louca. E anos depois, quando estava quase desistindo, o seu pedido veio em forma de menino. Um garoto em pleno seus 15 anos, de cabelos loiro claros e verdes olhos gentis que a fizeram gostar dele desde o primeiro minuto. Por algum motivo que desconhecia, o garoto escolheu a ela para ser sua amiga, apesar de ter todas as garotas do mundo para lhe servir no que ele quisesse. “Porque você esta sendo tão legal comigo? Você esta apenas com pena de mim por ser tão inferior a você?” perguntou-lhe, numa noite estrelada de novembro, sentindo os braços dele ao redor de seu corpo, e enquanto chorava, disse-lhe as palavras que ficariam na sua mente para sempre “Você é a pessoa mais maravilhosa que conheci”.  E naquele momento, a garota percebeu que mesmo que todos tenham rido e a desprezado, ela tinha alguém que a amava e aquilo era tudo que precisava para ser feliz.
Mas isso não durou muito, constatou Margo, piscando a fim de afastar dos longos cílios negros gotas de chuva frias e lágrimas quentes.
Sabia que aquela noite nunca mais sairia de sua mente. Os olhos negros de seu pai, brilhantes como ônix, lhe parecerem quase humanos quando tomados pelo medo. O medo é uma coisa interessante, pensou, ele faz com que as pessoas façam coisas bestas.
A simples lembrança de seu pai a fez se encolher, mas logo voltou ao normal pela simples lembrança do grito de puro terror do homem lhe enchendo os ouvidos. Quantas vezes não ouvira aquela mesma voz lhe chamando de tantos palavrões e ofensas que a garota desistira de prestar atenção. “Você deve ser desprovida de sentimentos” porém, era a frase que a garota jamais tiraria de sua cabeça. Fora seu pai quem a ensinara a ser alguém fria, sem amores e sem sentimentos que ela era.
A única exceção para isso era Henry.
Quando achou que a corrida nunca mais ia acabar, a garota finalmente encontrou a casa de seu amigo. Sentindo a boca se abrir num sorriso sôfrego, a garota desacelerou o passo ate seus passos se tornarem calmos, contidos, transformando-os em uma caminhada, enquanto via a casa de seu amigo se aproximar mais e mais. Sem forças para mais nada, a garota bateu na porta dele e ouviu mais do que viu a porta ser aberta pelo garoto sorridente. A mudança em seu rosto foi aparente e súbita quando o an percebeu o seu estado: A roupa manchada de sangue, os tornozelos e pés sujos de lama.
- E... Eu... Eu m... Matei meus pais – disse, não suportando o cansaço e caindo de joelhos aos pés do garoto – M... Me a... Ajude... – sussurrou alto o suficiente para que o garoto a ouvisse e caiu no chão, tomada por uma vertigem, sentindo tudo escurecer ao redor de si.
Os olhos da garota abriram-se devagar, sentindo uma intensa dor no corpo retardar os seus sentidos. Olhou ao redor, sentindo o olhar de Sean em si foi do volante da estrada para ela em segundos, e a garota se sentiu confortável a ponto de se espreguiçar. Mas a calmaria não durou muito. Margo enfim se lembrou do que havia acontecido, e sentiu as lágrimas quentes rolarem de seus olhos, ao mesmo tempo que um dos braços do garoto ao seu lado a cobriram seu corpo. Sem perceber, mas por defesa do que por outra coisa, a garota se encolheu um pouco, com medo do toque, ate perceber que o mesmo era afetuoso. Crescera achando que as agressões viriam de toda a parte, e por mais que o garoto tentasse tirar aquilo de sua cabeça, nunca conseguira. Era estranho para ela saber que alguém a amava; era estranho para ela mostrar seus sentimentos para alguém, afinal, passara sua vida todo achando que não deveria confiar em ninguém ou se apegar a alguém. Seu pai lhe dizia que as pessoas surgiram para serem usadas, e era isso que ela deveria fazer.
- Calma, baixinha, vai ficar tudo bem... – disse-lhe, beijando o topo de sua cabeça – Você finalmente vai ser feliz, baixinha, estou te levando para um lugar onde você será feliz e eu poderei cuidar de você de perto, ta bem?
- Do que diabos você esta falando? – disse a garota, ouvindo sua própria voz mas não a reconhecendo. Ela lhe parecia estranhamente triste, e completamente vulnerável, coisa que a garota fora ensinada a não ser.
- Você não é como os outros, baixinha. Lembra-se que o maldito do seu pai nunca sequer mencionou a sua mãe? Ele não era daquele jeito, você sabe. Seu pai já foi uma boa pessoa, antes de conhecê-la. Ela o destruiu, e ele precisava descontar as magoas em alguém. Então, ele acabou fazendo isso com você, infelizmente. Você não tem noção de quantas vezes eu quis matá-lo. Você não tem ideia, Margo... – disse, ele, trincando os dentes – mas fui proibido de o fazer.
- O que? Proibido por quem? De que diabos você esta falando? – falou a garota, o desespero desaparecendo para dar lugar a curiosidade.
- Ele me obrigou, Margo. O Senhor D. O diretor do lugar para onde você vai agora. Foi ele quem me mandou me aproximar de você e protegê-la ate que estivesse pronta para o acampamento. Mas eu não menti em nenhum momento, Margo, eu juro. Eu não menti em nada do que falei para você. Eu não poderia... Não pra você... Enfim, Margo, você nasceu da união de um deus com um humano, e isso te torna perigosamente forte e incontrolável. Te torna semideusa, baixinha, como eu. – disse, sorrindo ternamente para mim – Quíron normalmente manda sátiros buscarem semideuses, mas como nós somos primos...
- Opa, para e rebobina a fita! Desde quando somos primos? Você ta ficando louco?
- Foi ideia dele também, sabe? Ele disse que eu deveria inventar um sobrenome para esconder isso, para não te assustar e eu não ter que morar com você. Ele achou que era melhor eu não conhecer sua rotina de perto, disse que isso te afastaria de mim por simples e pura vergonha. Meu sobrenome também é Allgood, sabe?
- E que merda é essa de Acampamento? E deuses? Você ta brincando comigo, não esta? Por favor, diz que esta...
- Me desculpe, mas não estou não. O acampamento surgiu com o intuito de proteger pessoas como nós.
- De que?
- De monstros. Mas não monstros como seu pai. Monstros como aqueles que você tinha medo quando criança... De todas as formas que você pode imaginar. – disse, passando a mão no meu cabelo – Agora, você deveria dormir um pouco, não acha? Deve estar cansada... Quando você acordar, já estaremos lá.
Foi então que eu percebi. Meus olhos pareciam tão pesados que eu mais conseguia mantê-los abertos nem se pudesse. Sem querer, não mais me aguentando acordada, eu acabei dormindo contra minha vontade.



Última edição por Margo S. Allgood em Seg 21 Abr 2014, 22:36, editado 1 vez(es)
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Re: [FP] Margo Shooter Allgood

Mensagem por Afrodite em Seg 21 Abr 2014, 18:39

Ficha aceita. Gostei da história. Bem vinda!




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